Ainda na Festa das Hortênsias, em 1971, foi realizada a 2° Mostra de Cinema e naquele ano a celebridade foi Jece Valadão. O sucesso dessas ações voltadas para o cinema, realizada nesses anos, provou que a Serra Gaúcha tinha forças para realizar um grande festival no Estado. Com isso, em janeiro de 1973, é lançado oficialmente o 1° Festival de Cinema de Gramado.
As primeiras edições do evento foram realizadas no verão, depois no outono e, a partir dos anos 90, no mês de agosto, como acontece até hoje. O Festival firmou-se em tempos difíceis na política dos anos 70, driblando a censura e as dificuldades de apoio para fazer arte. Nessa época, sensacionalismo e nudez predominavam nas exibições, assim como a disputa das estrelas pela fama.
Paralelamente, a disputa pelo Kikito - o Deus da Alegria - animava os debates, criava polêmicas e transformava a criação cinematográfica nacional no único assunto de artistas, realizadores, estudiosos de cinema, imprensa e público em geral.
O Festival foi oficializado pelo Instituto Nacional de Cinema (INC) em janeiro de 1973, mas no ano de 1993, frente as dificuldades da produção cinematográfica brasileira, a organização do evento sentiu a necessidade de expandir e falar outros idiomas. O Festival torna-se então, latino e passa a se chamar – Cinema Iberoamericano.
Em 2007, o evento retorna ao seu nome original, porém seguindo com Mostras Competitivas de Cinema Brasileiro e estrangeiro, já que é permitida a participação de filmes não somente de países Latinos.
Hoje, o Palácio dos Festivais, onde acontece o evento, é um dos pontos turísticos que mais atrai os visitantes. A partir do Festival, Gramado tornou-se um palco que traduz as glórias e crises do cinema nacional e ganhou visibilidade a nível internacional. Anualmente, no mês de agosto, a cidade volta os holofotes para o tapete vermelho, que recebe atores, diretores, críticos, imprensa e celebridades que fomentam, a cada ano, o crescimento do Festival de Cinema de Gramado.
Texto: Patrícia Oliveira


